O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) destacou os avanços na regulamentação do setor de apostas no Brasil durante participação no BiS SiGMA Brasília 2026. O presidente do órgão, Ricardo Saadi, participou de painel dedicado à integridade, governança e prevenção à lavagem de dinheiro.
O debate reuniu representantes do setor público e privado para analisar o fortalecimento do mercado regulado e os mecanismos de transparência nas operações financeiras ligadas à indústria de jogos e apostas.
Prevenção à lavagem de dinheiro e integridade do setor
Durante o painel “Follow The Money – Integridade, Governança e Prevenção à Lavagem de Dinheiro”, Saadi afirmou que o mercado regulado de apostas tem adotado boas práticas e buscado conformidade com a legislação brasileira.
O presidente do COAF destacou ainda que eventos e discussões sobre integridade demonstram o comprometimento do setor com a prevenção de atividades ilícitas e com o fortalecimento de um ambiente regulado mais seguro.
Padronização das comunicações ao COAF
Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de padronização das comunicações enviadas pelas empresas ao COAF. Segundo Saadi, a falta de uniformidade entre os setores pode gerar distorções e dificultar a análise de operações suspeitas.
O órgão estuda a criação de um sistema de feedback que permitirá avaliar a qualidade das comunicações enviadas, possibilitando até comparações entre empresas e a criação de indicadores de desempenho dentro de cada segmento.
Qualidade da informação e cooperação institucional
Saadi ressaltou que a eficiência do sistema de prevenção à lavagem de dinheiro depende mais da qualidade das informações do que da quantidade de comunicações enviadas. Segundo ele, o contexto e a análise detalhada das operações são fundamentais para a atuação das autoridades.
O COAF também pretende fortalecer o fluxo de retorno entre instituições financeiras, órgãos de investigação e empresas obrigadas a reportar atividades suspeitas, ampliando a cooperação institucional.
Perspectiva do setor
Representantes da ABRAJOGO defenderam que o próprio mercado participe ativamente da construção de padrões mais claros de comunicação e compliance, contribuindo para maior eficiência e segurança regulatória no setor de apostas no Brasil.
